Ressuscitou a meados de Maio de 2004. Continuará a focar o seu conteúdo no mais xungoso, desde A Paixao de Cristo até ao Último Samurai... Crítica free-style! contacto: cinemaxunga@gmail.com

segunda-feira, maio 24, 2004

Van Helsing (2004)


Van Helsing (2004)Sinopse: Um agente hiper-secreto, arraçado de super-heroi, parte para a transilvânia para caçar Drácula. Por lá tem que se ver a contas com o lobisomem e dar uma perninha ao monstro de Frankenstein. Pelo meio ainda tem tempo para um engate e descobrir o segredo da sua própria existência.

Crítica: Post do cinema xunga daqui a 100 anos: "Agora que se revive uma onda de usar humanos em filmes, faz hoje 100 anos que o pioneiro desta técnica estreou. Val Helsing. Primitivo, certamente, mas o uso minimalista de humanos fez dele um clássico, lado a lado com o volume 17 de Star Wars e o Porky's 2076, feito com porcos de verdade... " . Não estou certamente longe da verdade ao colocar aqui a minha costela de futurologista, mas o certo é que o excesso de gráficos de computador tornou um filme num ode às texturas de plástico, e nos momentos em que passei acordado, procurava desenfreadamente o meu joystick.

Fazendo sempre uso de um ritmo bastante acelerado, o cérebro dos inocentes espectadores começa a trabalhar no modo "dormente", sendo que cada vez que aparecem diálogos (entre uma ou outra explosão), toda a gente reclama com um sonoro "Booooring!". Claro que é um filme pensado segundo o conceito "o trailer diz tudo" ou "vamos colocar as falas no meio da porrada, para não quebrar o ritmo". Uma estatística da universidade regional de Witchita do sul diz mesmo que são consumidas o dobro das pipocas neste filme, devido ao aceleramente cardíaco e consequente aumento do ritmo de mastigação.

Confesso que neste tipo de filmes sinto sempre uma perfeita admiração pela equipa técnica responsável por transformar em verdade todo aquele imaginário que sai dos storyboards. Não sinto admiração nenhuma pela equipa de realização, produção e actores... As personagens são de um vazio absoluto. Val Helsing, que para mim será sempre Wolverine, é um estereotipo quadradão. As suas piadas e falas de durão são de meter os dedos à boca e aquele aspecto de "eu sei tudo e safo-me sempre" dá vontade de lhe arrancar a barba à chapada. A estrela feminina também não é lá grande presença. Mas é bonita e bem feitinha. Aliás, foram essas características que safaram Underworld de ser um completo falhanço. O sidekick, um frade consumido de tesão, é uma fonte seca de piadas.

Drácula merecia uma melhor performance e uma construção decente de personalidade (ou falta dela). O aspecto romântico e invencível foi substituído por um drácula fraco, artificial e nada assustador. As suas noivas deviam ter continuado na mansão Playboy com Hugh Hefner. O lobisomem arrasta-se ali indignamente à espera de ser usado no fim. E por falar em fim, há ali um pedaço de filme em que o continuum espaço temporal pára, pois aquilo que deveriam ser 12 segundos extende-se por uns bons 5 minutos. Coisas de filmes xunga...

Filmado em 4 dias e com 2 anos de pós-produção, Van Helsing é vazio de conteúdo, sendo apenas um delírio visual com excessos de artificialismos digitais. A interacção entre os digitais e os orgânicos não convence. Tudo pode ser perfeito, mas acredito que um actor não pode fazer um trabalho decente a actuar frente a um quadro verde. A narrativa é zero.

Pontos altos: Gostei do monstro de Frankenstein, o único personagem artificial pareceu-me o mais humano.

Pontos baixos: As noivas de drácula, Van Helsing, a estética roubada miseravelmente ao "Drácula de Bram Stoker", digitália exagerada. Um passo tão acelerado que adormece. Aposto que este filme feito segundo as normas do Dogma 95 nos pegaria mais ao ecran.

Veredicto: Puta que os pariu, haja respeito por estes personagens sagrados da mitologia xunga.

2 Comments:

Blogger hemlet said...

Este filme está de parabéns! Consegui entrar no meu top. tem dos filmes mais medrosos que tive a angustia de ver..
Dado o mote vamos a critica, o trailler e o póster do filme até incentivam a ver o filme, e sendo eu um gajo que até curte estas tretas de gótico e fantástico, aventurei-me a ir ver o dito cujo. Ora, ou eu cometi algo muito mau noutra vida e Deus está-me a castigar ao levar-me ao encontro deste filme ou ent?o quem fez este filme foi enrrabado por tantas pessoas que agora tenta-se vingar ao lançar este filme.

O filme é t?o mau t?o mau que ver uma dezena de porco a cagar tem mais emoç?o que toda a acç?o deste filme, vejam lá voc?s que o filme começa com uma personagem meia extraterrestre meia humano, que viu a saga toda do Indiana Jones quando era puto e agora n?o descola para a realidade, e ent?o sua profiss?o é matar monstros para que todo o ser comum possa dormir descansado. Mas eis ent?o que a sua adorável rotina é interrompida por uma miss?o de louvar aos céus, vai ter de matar dracula, porque é feio, porco e mau, como se isso n?o bastasse para contar uma historia ainda vai engatar uma gaja e matar uns quantos de bichos voadores e t?o feios quanto ele pelo meio.

O fim é t?o bom como o inicio, de chorar a rir.. alias, este filme n?o é assim t?o mau.. dei mais gargalhadas neste do que no Titanic o que é um feito.

Se procuram um misto de Indiana Jones com Exterminador Implacável e uma atmosfera 99,9% artificial ent?o este é o vosso filme, tem para aqui efeitos especiais e croma que dava para fazer efeitos especiais em filmes portugueses durante 100 anos.

11:58 da manhã

 
Anonymous Cinéfilo said...

o Van Helsing, na minha opini?o é um filme muito bem conseguido pelo Sommers! n?o merecia ser t?o criticado! é uma análise subjectiva que temos que aceitar, mas o Van Helsing é um filme muito ? frente!

7:21 da tarde

 

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